Segundo o professor Antonio Carlos Moraes, membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), o balanço do primeiro Vest/Ufes com cotas para alunos egressos de escolas públicas foi um sucesso. Cursos disputados como de medicina, por exemplo, ampliou o número de vagas dos candidatos de que estudaram até 7 anos no sistema público de ensino, aumentou de 11,5% para 42%.
Por outro lado este resultado desagradou muita gente. Pais de alunos e diretores de cursinhos particulares estão prometendo ingressar na justiça, alegando que apesar de seus filhos terem obtido uma maior pontuação que os alunos cotistas, não foram aprovados no vestibular de 2008.
Anterior a esta iniciativa, um mandato de segurança foi movido por 48 alunos pedindo para suspender a resolução do sistema de cotas na Ufes, sob a alegação que a resolução feria o princípio constitucional da igualdade. O mandato de segurança que já foi julgado sofrendo duas derrotas, na primeira e segunda instâncias.
Para o jurista Hédio Silva, se as cotas nos vestibulares fossem julgadas no Supremo Tribunal Federal como inconstitucionais, esta decisão teria de valer para todas as outras modalidades de reserva de vagas, como as cotas para mulheres em partidos políticos e deficientes físicos nos concursos públicos, por exemplo.
No resultado do Vest/Ufes 2008 foram aprovados 794 cotistas. O sistema de cotas beneficiou ex-alunos da rede pública com renda familiar de até 7 salários mínimos. A prioridade foi dada a alunos que tivessem estudado 7 anos em escolas públicas, mas quem cursou pelo menos 4 anos, também foi contemplado.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
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